Uma luz no fim do túnel

por Fabio Amado:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quantas vezes você já se deparou com uma enorme quantidade de informações após uma jornada inteira de pesquisa?

Sair a campo, observar, conhecer as pessoas, fotografar, enfim… é primordial utilizar todas as ferramentas disponíveis de uma pesquisa etnográfica para gerar a maior quantidade de insumos para o seu projeto.

Mas após tudo isso, o que fazer com esse material? Como processá-lo de forma objetiva sem deixar passar dados relevantes? Qual a melhor opção para organizar e dar sentido à essas informações que, com certeza nortearão o destino do seu projeto?

Existem vários tipos de ferramentas de pesquisas e cada uma delas gera o seu tipo de visualização. Nesse post, eu faço um breve passo a passo baseado em uma Entrevista de Profundidade (mas com certeza as dicas podem ser adaptadas para outras ferramentas, usadas separadamente ou em conjunto). Esse processo te ajudará a criar um ambiente mais convidativo para entender os resultados e dar início ao processo criativo.

1-    Antes de mais nada, entenda a sua ferramenta e organize a sua aplicação

No meu caso, a “Entrevista de Profundidade”. Bom, consiste no aprofundamento da equipe de projeto a campo para conhecer melhor a vida dos usuários e promover conversas (não questionamentos), convidando os participantes a contarem suas histórias dentro de um ambiente informal. O interessante nesse momento é sempre manter o entrevistado em uma zona de conforto, só assim conseguiremos bons insights.

2-    Top 10 Insights

Após o término de cada entrevista é extremamente importante anotar as 10 observações que mais chamaram sua atenção. Tente extrair esses 10 insights da sua memória, sem revisitar as anotações e gravações da entrevista. Isso tudo faz com que as coisas mais relevantes no seu ponto de vista entrem no projeto.

3-    Coloque tudo na parede

Arrume uma parede grande em seu escritório, e comece a colocar nela todo o material, de forma organizada (por entrevista). Separe os highlights, como fotos, citações importantes do entrevistado, seu ponto de vista e principalmente o “top 10 insights”. Separe essas informações por afinidade e ao dar um passo para trás você irá perceber que tem uma organização visual de todo o material. Porém a visualização rápida dessa informação ainda está comprometida.

4-    Infográfico é o caminho

Agora é a hora de utilizar todas as suas habilidades de Designer para dar um apelo visual para o material previamente organizado da entrevista. É a hora de transformar toda a pesquisa em um grande infográfico. Os insights já estão separados por afinidade, mas agora, na tela do computador, as cores começam a ter significados, o sentido do projeto é direcionado pela relevância dos pontos de vista e as citações mais importantes precisam validar suas futuras criações. É de grande importância pensar na função desse infográfico e não apenas no valor estético.

5-    O nascimento do Userboard

Imprima cada entrevista compilada em um formato 90×90 (é o tamanho que adotamos aqui na live|work) e os coloque na parede. Deixe todos os boards em um local onde você consiga enxerga-los de uma vez, isso possibilita a comparação entre as entrevistas.

Pronto, você acabou de fazer um Userboard. Tudo o que for importante estará aí, e de maneira organizada. Baseie-se e norteie-se pelos Boards para qualquer direcionamento do projeto. Mantenha-os sempre a vista. Eles já te serviram como um filtro e agora serão a bússola para o sucesso do seu projeto.

@fabioamado

 

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