A Revitalização da marca mais antiga do mundo!

Por Douglas Cavendish

A marca mais antiga do mundo nasceu do propósito de um jovem rapaz, vindo de uma família simples da Galiléia, mas que possuía ideias e um espírito de liderança jamais visto no mundo.

Jesus Cristo, como era conhecido, promoveu uma verdadeira revolução em sua época, mudando valores éticos, ensinando princípios e entendendo profundamente as pessoas para solucionar os problemas delas. De todos os cantos vinham pessoas, verdadeiras multidões, para conhecer o fenômeno do Jovem galileu que se espalhava por toda parte.

De fato, Jesus Cristo criara uma marca forte com um brand-equity respeitável, onde sempre a promessa da marca andava de mãos dadas com uma entrega de experiência única pra vida das pessoas, o que fez a marca crescer grandemente em pouco tempo, ganhando seguidores e usuários em toda parte do mundo.

Antes de partir em novas empreitadas, o ”CEO” Jesus Cristo deixou para os seus gerentes de marca um brandbook onde continha todos os princípios da marca a serem seguidos e disseminados, um verdadeiro guia para para gerenciar os pontos de contato da marca, e para que a cultura estabelecida pela marca não se perdesse, ao contrário, se fortalecesse com o passar do  tempo, melhorando sempre os serviços prestados e alcançando ainda mais pessoas ao redor do mundo.

Infelizmente com o passar do tempo as premissas contidas neste brandbook começaram ser deixadas de lado e com a mudança de approach da marca, um verdadeiro caos foi instaurado. Novas repartições foram criadas e sub marcas foram lançadas, perdendo-se totalmente o controle das ações, esse aliás é o grande perigo de franquiar marcas. Aquele olhar antes centrado nas pessoas começou a ser substituído por um olhar centrado simplesmente nos interesses destas instituições, e mais ainda de quem as comanda.

Esses novos gestores estão se desviando drasticamente do sentido proposto inicialmente pela marca, destruindo toda a História, Identidade e Personalidade criadas, vagando por caminhos que em nada refletem o seu verdadeiro propósito: “Servir”.

No próprio brandbook você encontra esse propósito explícito em vários momentos, pra ser mais exato no livro de Marcos capítulo 10 verso 45, onde o criador da marca deixa claro que o propósito maior da marca e também da vida de todo ser humano é o servir. Dê uma olhada, você provavelmente deve ter um desses brandbooks empoeirados em algum canto da sua casa. 🙂

Essas medidas dissimuladas que vem sido tomadas ao longo do tempo destruíram e continuam a destruir toda reputação da marca e claro a confiança que as pessoas depositavam nela. O que podemos ver é o número cada dia mais crescente de pessoas desistindo de usar esta marca. Na maioria das vezes desiludidas, frustradas, magoadas e sem algum tipo de confiança, essas pessoas não mais conseguem enxergar o propósito que o criador da marca havia disseminado inicialmente, e a marca passa a não ser mais relevante pra elas.

É muito simples achar evidências dessa mudança no posicionamento da marca, em vários pontos de contato diferentes. Basta por exemplo ligar sua TV de madrugada, ou no sábado pela manhã em algumas emissoras conveniadas a uma dessas novas sub marcas lançadas. Você vai se surpreender ao perceber que estes novos gestores estão se especializando em técnicas de hipnose, criando evidências que são vendidas por uma “ofertinha” bem pequenina, simbólica eu diria, mas que te levarão a resolver todos os seus problemas, sejam eles de ordem familiar até a prosperidade nos negócios e no amor. Assista ao vídeo abaixo e você entenderá muito bem o que eu estou falando (deixe um saco plástico do seu lado, você pode precisar).

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É nítido que a marca precisa de uma revitalização, voltar a propagar e entregar aquilo que ela entregava desde sua concepção. No livro “Brand Revitalization” Larry Light apresenta as 6 regras para a revitalização de uma marca. Dentre estas 6 regras a que mais me chamou a atenção é  a regra número 5: “Restaurar a Confiança na Marca” onde ele diz que grandes resultados são produzidos como resultados de grandes atitudes. Fica a dica 🙂

Durante a Parada do Orgulho Gay em Chicago, um grupo de cristãos foi ao evento vestido com camisetas que tinham a frase “I’m Sorry” (Me desculpe, em inglês) e cartazes dizendo “Desculpem pela forma como a Igreja trata vocês”.

Um dos maniestantes do grupo cristão, Nathan, afirmou que recebeu um abraço de um rapaz que dançava só de cuecas, mas que parou, leu o recado nos cartazes e disse: “Obrigado”.

Texto publicado no blog Tadashi

1 comment
  1. Muitíssimo bom. Judeus vão descordar. Ateus também. Achei o texto bem escrito, e as analogias ficaram ótimas. Também abandonei essa marca. Congrats!