Archive

Monthly Archives: April 2012

 

Acredito que muitos já devem ter ouvido falar em co-criação, certo?

Bem, co-criação nada mais é do que criar em conjunto, interagir para que aquilo que está sendo criado seja rico em pontos de vista e opiniões. Tornando assim a criação o mais completa possível. Algo simles, porém muito efetivo.

Acho que ás vezes nós, seres humanos, esquecemos que para termos boas idéias, nada melhor do que compartilhar pensamentos, saber escutar e não ter medo de opinar.

Já que a co-criação é efetiva e tão simples, pergunto-me por que ainda existem decisões que são tomadas somente por uma pessoa, quando essas decisões afetam mais pessoas. E por que, na maioria das vezes, essas pessoas que são afetadas pelas consequências das decisões, não são questionadas nenhuma vez. Um exemplo para isso são as cidades + seus prefeitos + suas comunidades. Será que há diálogo entre a comunidade e o prefeito? Ou ele e a câmara tomam as decisões sozinhos? Não seria legal todos poderem opinar sobre o lugar onde vive?

Um exemplo de como as pessoas sentem vontade de participar e opinar, foi a iniciativa da artista Candy Chang <www.candychang.com>. Ela explora, através da co-criação, como deixar as cidades mais confortáveis, agradáveis e contemplativas.

Um dos movimentos é o “I wish this was”, nascido em New Orleans. Neste movimento Candy combinou arte de rua e planejamento urbano criando um adesivo dizendo “I wish this was ________”. Estes adesivos (feitos em vinil, para a fácil remoção) foram colados em lojas, casas e fábricas vazias ou abandonadas para que as pessoas que por ali passassem pudessem escrever no que gostariam que aquele lugar se transformasse. Os adesivos fizeram sucesso e expandiram, o pessoal já expressava onde queria prender sua bicicleta, onde ficaria bom mais flores ou árvores e ect.

 

 

Não é uma forma fácil de ouvir a opinião de todos interessados, abrir a cabeça, encontrar boas soluções? E não seria bom poder opinar no seu bairro, cidade, estado e até mesmo país? Com certeza o espaço para co-criação deveria ser mais aberto, afinal, quem usufrui dos lugares, serviços, produtos, bairros, cidades…somos todos nós.

Então ‘fica a dica’ para todos que sentem vontade de criar e, principalmente, para aqueles que “decidem as coisas o tempo todo”… Co-criar não só enriquece o resultado, como é necessário.

Uma popular ferramenta de co-criação é o brainstorm, e quando corretamente utilizada, é muito eficaz. No próximo post falo mais sobre como fazer essa tempestade de idéias facilitar a sua co-criação.

 

=)

@clarissalutke

Por Douglas Cavendish

A marca mais antiga do mundo nasceu do propósito de um jovem rapaz, vindo de uma família simples da Galiléia, mas que possuía ideias e um espírito de liderança jamais visto no mundo.

Jesus Cristo, como era conhecido, promoveu uma verdadeira revolução em sua época, mudando valores éticos, ensinando princípios e entendendo profundamente as pessoas para solucionar os problemas delas. De todos os cantos vinham pessoas, verdadeiras multidões, para conhecer o fenômeno do Jovem galileu que se espalhava por toda parte.

De fato, Jesus Cristo criara uma marca forte com um brand-equity respeitável, onde sempre a promessa da marca andava de mãos dadas com uma entrega de experiência única pra vida das pessoas, o que fez a marca crescer grandemente em pouco tempo, ganhando seguidores e usuários em toda parte do mundo.

Antes de partir em novas empreitadas, o ”CEO” Jesus Cristo deixou para os seus gerentes de marca um brandbook onde continha todos os princípios da marca a serem seguidos e disseminados, um verdadeiro guia para para gerenciar os pontos de contato da marca, e para que a cultura estabelecida pela marca não se perdesse, ao contrário, se fortalecesse com o passar do  tempo, melhorando sempre os serviços prestados e alcançando ainda mais pessoas ao redor do mundo.

Infelizmente com o passar do tempo as premissas contidas neste brandbook começaram ser deixadas de lado e com a mudança de approach da marca, um verdadeiro caos foi instaurado. Novas repartições foram criadas e sub marcas foram lançadas, perdendo-se totalmente o controle das ações, esse aliás é o grande perigo de franquiar marcas. Aquele olhar antes centrado nas pessoas começou a ser substituído por um olhar centrado simplesmente nos interesses destas instituições, e mais ainda de quem as comanda.

Esses novos gestores estão se desviando drasticamente do sentido proposto inicialmente pela marca, destruindo toda a História, Identidade e Personalidade criadas, vagando por caminhos que em nada refletem o seu verdadeiro propósito: “Servir”.

No próprio brandbook você encontra esse propósito explícito em vários momentos, pra ser mais exato no livro de Marcos capítulo 10 verso 45, onde o criador da marca deixa claro que o propósito maior da marca e também da vida de todo ser humano é o servir. Dê uma olhada, você provavelmente deve ter um desses brandbooks empoeirados em algum canto da sua casa. 🙂

Essas medidas dissimuladas que vem sido tomadas ao longo do tempo destruíram e continuam a destruir toda reputação da marca e claro a confiança que as pessoas depositavam nela. O que podemos ver é o número cada dia mais crescente de pessoas desistindo de usar esta marca. Na maioria das vezes desiludidas, frustradas, magoadas e sem algum tipo de confiança, essas pessoas não mais conseguem enxergar o propósito que o criador da marca havia disseminado inicialmente, e a marca passa a não ser mais relevante pra elas.

É muito simples achar evidências dessa mudança no posicionamento da marca, em vários pontos de contato diferentes. Basta por exemplo ligar sua TV de madrugada, ou no sábado pela manhã em algumas emissoras conveniadas a uma dessas novas sub marcas lançadas. Você vai se surpreender ao perceber que estes novos gestores estão se especializando em técnicas de hipnose, criando evidências que são vendidas por uma “ofertinha” bem pequenina, simbólica eu diria, mas que te levarão a resolver todos os seus problemas, sejam eles de ordem familiar até a prosperidade nos negócios e no amor. Assista ao vídeo abaixo e você entenderá muito bem o que eu estou falando (deixe um saco plástico do seu lado, você pode precisar).

watch?feature=player_embedded&v=E9yvUL0P2GA

É nítido que a marca precisa de uma revitalização, voltar a propagar e entregar aquilo que ela entregava desde sua concepção. No livro “Brand Revitalization” Larry Light apresenta as 6 regras para a revitalização de uma marca. Dentre estas 6 regras a que mais me chamou a atenção é  a regra número 5: “Restaurar a Confiança na Marca” onde ele diz que grandes resultados são produzidos como resultados de grandes atitudes. Fica a dica 🙂

Durante a Parada do Orgulho Gay em Chicago, um grupo de cristãos foi ao evento vestido com camisetas que tinham a frase “I’m Sorry” (Me desculpe, em inglês) e cartazes dizendo “Desculpem pela forma como a Igreja trata vocês”.

Um dos maniestantes do grupo cristão, Nathan, afirmou que recebeu um abraço de um rapaz que dançava só de cuecas, mas que parou, leu o recado nos cartazes e disse: “Obrigado”.

Texto publicado no blog Tadashi

por Marcos Paulo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há alguns dias fui vítima de uma dessas “tempestades de verão” em São Paulo.

Depois de um agradável almoço com minha namorada e um casal de amigos, partimos com o carro para uma loja em Pinheiros afim de matar o tempo, pois chovia muito e meu amigo estava de moto (sim, é o mesmo amigo do meu primeiro post). Quando estávamos na Cardeal Arcoverde o trânsito parou repentinamente, minha namorada freou, no entanto o carro deslizou e bateu em outro que estava logo a frente.

A batida não foi forte e felizmente ninguém se machucou (salvo o bolso da Danielle). Nessa altura do campeonato a única coisa que vinha em minha mente era: Vamos ter que fazer um Boletim de Ocorrência (o famigerado B.O.).

Não sabíamos onde havia uma delegacia ali por perto, acabamos indo parar em uma na Alameda Glete. Lá descobrimos que a polícia civil não faz esse tipo de B.O. (fica a dica). Sem muito entusiasmo nos orientaram ir  a uma base comunitária situada próxima a Santa Casa.

Lá havia um solícito rapaz do Programa Jovem Cidadão que nos auxiliou estacionar o carro e fomos recebido imediatamente por um policial que nos convidou para entrar e ofereceu um cafezinho (isso mesmo, um cafezinho). E ai começou a burocracia.

Como sempre foi um processo longo e cansativo, porém não desagradável, muito pelo contrário, o ambiente tinha um ar leve e os policiais eram todos muito amigáveis. Fiquei o tempo inteiro observando e notei a boa relação que construíram com a população local.  No período que fiquei na base, os policiais atenderam diversas chamadas, desde situações simples como uma mulher do interior desesperada por estar perdida em São Paulo, até mais complexas como suicídio. Em todas as situações os oficiais atenderam as pessoas de forma mais humana do que eu estava acostumado a testemunhar.

Enquanto a Danielle continuava com a burocracia eu iniciei um bate-papo com um dos soldados afim de descobrir de onde veio essa transformação. Descobri que essa mudança vem acontecendo há alguns anos, principalmente nas bases comunitárias. A PM (Polícia Militar) de São Paulo vem realizando um intercâmbio com a polícia do Japão que possui mais de 130 anos de experiência com policiamento comunitário.

A ideia é humanizar o atendimento junto a comunidade. Criar vínculo mais empático com as pessoas, afim de melhorar os serviços prestados e o relacionamento com a população local. Estão entendendo que os serviços prestado pela polícia deve ser de pessoas para pessoas e não de policiais para bandidos.

No meu ponto de vista, essa pequena mudança na qualidade do serviço prestado pela PM já começa a gerar mudanças na vida da comunidade local, porém a mudança talvez seja maior no dia a dia dos próprios policiais. Era nítido em seus rostos e atitudes que o trabalho tem melhorado.

Quando desenvolvemos qualquer tipo de serviço sempre temos que ter em mente pessoas no centro do projeto certo? Mas parece que a Polícia tinha se esquecido disso. Ao iniciarem esse movimento de humanizar o policiamento comunitário, o serviço como um todo já melhorou substancialmente. Além disso faz com que nós enxerguemos esses policiais também de forma mais humana.

Todo mundo ganha.

É isso aí. Seja mais humano.

Bom Feriado.

@marcoz_paulo