Post escrito pela leitora Giovana Facione, designer de produto apaixonada por Design Thinking, cozinhar e andar de bicicleta nas horas vagas. 🙂

Fico feliz em compartilhar no blog a contribuição do Design Thinking em meu Trabalho de Conclusão de Curso em Design de Produto. Meu projeto foi inspirado em workshops, artigos e publicações da área, porém o livro Design Thinking Brasil definiu meu pensamento a respeito da construção do trabalho. Com uma base teórica ampla e fundamentada, me ajudou a compreender o processo de design como pensamento centrado no ser humano.

Conforme sugere o livro DTBR, o DT é sustentado por três pilares: empatia, colaboração e experimentação. Apresentarei sob esta ótica as principais ferramentas que contribuíram para a obtenção do resultado do projeto.

O desafio do projeto foi desenvolver uma proteção corporal para coletores de lixo domiciliar. Este trabalhador está inserido em um ambiente insalubre, sujeito a acidentes que podem colocar sua vida em risco, além do enorme preconceito que sofre por lidar com o lixo.

Empatia é sobre mergulhar no universo das pessoas, entender desejos e necessidades e assim construir soluções encantadoras, mesmo para quem lida com lixo (por que não?). Para conseguir entrar na realidade do coletor de lixo foi necessário descobrir o que gosta de fazer nas horas de lazer, entender como vive, quais são seus valores e principalmente o impacto que o trabalho tem em sua vida. Dentre diversas ferramentas aplicadas, cabe ressaltar o uso do Storyboard e da Participação como ponto chave do trabalho. A ferramenta Storyboard é “uma maneira rápida, lúdica e econômica de evidenciar cenários de uso” segundo o livro DTBR. O intuito foi tangibilizar acontecimentos relevantes para o projeto e comunicar de forma simples as observações feitas em campo.


Storyboard

Storyboard do projeto

A segunda ferramenta utilizada foi a Participação, onde tive a oportunidade de experimentar em campo um pouco do que os coletores passam na realidade e assim entender realmente a experiência que tem todos os dias.

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Sentindo a experiência de trabalho dos coletores.

Colaboração é o segundo aspecto que compõe o pensamento do Design Thinking, e em síntese é sobre envolver as pessoas que estão dentro do contexto do projeto para que contribuam com ideias. Desta forma a solução final conta com diversos pontos de vista e acaba sendo mais rica e relevante. A solução final começou a ser definida após a co-criação, momento em que muitos fatos relevantes surgiram.

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Workshop de co-criação com a participação de coletores.

experimentação, terceira essência do DT, tem a ver com errar cedo, aprender rápido e assim evoluir as ideias com um baixo custo para o projeto. A experimentação foi aplicada em diversos momentos e de maneiras diferentes. Inicialmente por meio de sketchs e em seguida através do desenvolvimento de um mock-up, espécie de modelo do produto final com materiais e estrutura simplificados. Assim a solução final começou a tomar forma para que os ajustes necessários pudessem ser feitos.

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Mock-up da alternativa para a proteção dos pés e pernas.

Em resumo, a estrutura do projeto foi construída levando em consideração os três pilares do Design Thinking. Para compreender o cenário foi  preciso existir empatia com os usuários, para facilitar a comunicação e a compreensão das ideias foi necessário aplicar a experimentação, e por fim, a colaboração foi importante durante o processo de criação para obtenção de novos e relevantes pontos de vista. Sem a aplicação do DT, dificilmente o trabalho teria identificado com tamanha profundida a essência do problema a ser solucionado, a resposta está nas pessoas!

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Conceito final desenvolvido para proteger os pés e a área inferior das pernas.

Registro aqui meus sinceros agradecimentos aos escritores do livro, Tennyson Pinheiro e Luis Alt pela inspiração!

– Giovana Facione

E aí, gostaram? Para saber mais sobre o projeto da Giovana, acessem https://mergulhoexperiencial.jux.com ou www.be.net/giovanafacione . 🙂

por Marcos Paulo:

entrevista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lá se foi 2012.

Quando iniciamos um novo ano, o que mais temos em nossas cabeças são projetos, não é mesmo? Se sua ideia for um projeto de inovação em serviços, aí vai uma dica.

Sempre frisamos que a premissa de nosso trabalho deve ser a preocupação em desenvolver soluções que façam diferença na vida das pessoas. Para que isso aconteça, é necessário entendê-las.

A melhor maneira de coletar informações de forma inspiradora e rica é fazer o que chamamos de Entrevista de Profundidade ou “EP”. Uma EP nada mais é do que uma conversa informal com usuários reais de um determinado serviço, com o intuito de entender necessidades e comportamentos por meio do relato de suas experiências.

Você deve estar pensando: Ok, mas como eu faço isso?

Primeiro você deve identificar e entender com quem você precisa conversar. Que pessoas irão contar histórias cheias de experiências boas e ruins que te ajudarão no decorrer do projeto. Uma boa tática é mapear os perfis extremos que de alguma maneira se relacionam com o serviço em questão. Explico: Se você conseguir desenvolver soluções relevantes para aquele rapaz que vai ao cinema vestido de Darth Vader e ao mesmo tempo engajar aquela pessoa que prefere ver Tela Quente a sair para pegar um cineminha, sem dúvida alguma os usuários “normais” também serão bem atendidos.

Algo que muitos deixam de fazer é se preparar. Antes de sair a campo, defina e monte uma estrutura que deixe muito claro o que você quer descobrir. Para alguns tópicos chave, você pode pensar em atividades que ajudem a extrair as informações de maneira mais lúdica. Além disso, pausas para dinâmicas ajudam a dar a sensação que a entrevista foi mais rápida do que realmente é. Vale lembrar que é sempre bom testar a entrevista com alguém da sua equipe ou amigo para avaliar se está tudo funcionando bem. Afinal, sempre é bom prototipar.

O ideal é que tenha pelo menos duas pessoas na equipe da entrevista. O entrevistador é responsável apenas por falar com a pessoa, sendo sua única preocupação conduzir e criar um vínculo de empatia com o entrevistado. Já a pessoa de suporte é responsável por realizar o registro com gravações de áudio, vídeo (não se esqueça de deixar os equipamentos carregados) e organização das atividades, antes, durante e depois da entrevista.

É importante que a pessoa entrevistada esteja a vontade. Dito isso,  procure combinar o bate-papo em um local lhe seja familiar, como em sua casa ou trabalho. Outro recurso interessante é incentivar que a pessoa convide um familiar ou amigo próximo para participar. Além de deixar o usuário mais a vontade, a outra pessoa poderá confirmar (ou não) o que ele está falando.

Agora vem a parte mais legal: a entrevista. Comece fazendo uma apresentação da sua equipe e do projeto que está fazendo. Enfatize a importância da participação do entrevistado e peça permissão para gravar o bate papo. As pessoas no geral gostam de contar suas histórias, sua missão será apenas manter a conversar fluida e dentro do que você planejou.

Por não ser uma entrevista linear, muitas vezes o entrevistado pode começar a “viajar” em outros assuntos, isso não é necessariamente um problema, muitas informações relevantes saem justamente nesses momento (não deixe de anotar), porém cabe a você saber a hora de colocar a conversa nos trilhos novamente conectando algo com o assunto central. Não se esqueça de sempre perguntar como, onde, quando e por que e cuidado com os momentos de silencio, isso pode causar desconforto nas pessoas.

Quando terminar, agradeça a participação e explique quais são os próximos passos do projeto. Ah! É comum em casos de recrutamento a entrega de uma recompensa pela participação além e assinar um formulário de consentimento para o uso das informações da entrevista.

Logo após a entrevista, aproveite que as informações ainda estão “frescas” em sua mente, e anote os 10 pontos que considera mais relevantes para o projeto. Ou seja, elenque os top 10 insights.

É isso ai! Além de ser uma ótima forma de coletar informações, uma Entrevista de Profundidade sem dúvida alguma é uma experiência transformadora. Portanto, em seus próximos projetos, não deixe de mergulhar na vida das pessoas.

Que 2013 seja um ano de transformações.

@marcoz_paulo
FB: Marcos Paulo

por Gustavo Bittencourt:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Recentemente uma experiência me fez pensar nos motivos que levam os serviços brasileiros a serem tão ruins. Domingo de compras, estava chegando em uma loja de material de construção, quando uma funcionária me informou que eu não estava entrando pelo lugar certo. Achei a abordagem estranha e parei para observar, a entrada certa era escondida e por algum motivo bizarro a que eu tentei passar só podia ser usada como saída. Mas eu não errei sozinho, muitas pessoas tentavam usar a entrada e todas eram abordadas pela mesma funcionária. Primeiro ponto, que bela estratégia e que belo emprego da funcionária. Segundo ponto, existe uma relação direta entre o subemprego dela e o desserviço que me foi prestado.

O Brasil aboliu a escravidão anteontem, 1888, antes disso era normal que pessoas fossem exploradas e trabalhassem por comida. De certa forma essa estrutura se mantem até hoje, temos um ecossistema de vagas que subutilizam pessoas, sem nenhuma perspectiva de crescimento e aprendizado, com atividades mecânicas e repetitivas. Essas pessoas recebem salários baixos, se submetem a essas posições por falta de escolha e acabam vestindo essa camisa com o tempo. Empregos que não estimulam acabam sendo um criadouro de pessoas acomodadas, que não buscam melhorar e acabam passando esse mau humor para frente. Quem nunca foi atendido por um funcionário que descontou essa estrutura e a situação que estava vivendo? Essa é a relação direta entre uma coisa e outra, mas não é a única.

O fato de poder contar com funcionários com baixos salários e que acabam se submetendo a trabalhar em posições como essas faz com que tenhamos serviços esquizofrênicos. Pagar para uma pessoa ficar avisando a entrada certa foi uma solução para a loja de material de construção, pagar para ter várias pessoas limpando e arrumando mesas pode ser uma opção para uma rede de fast food. Essas opções fazem com que os serviços do nosso país possam ser menos estruturados, com que as pessoas que pensam esses sistemas possam ter a opção de colocar alguém resolvendo as falhas ao invés de repensarem os serviços.

Levar a experiência e o ponto de vista de quem usa em consideração e contar com pessoas motivadas e que desempenhem um papel importante no funcionamento do serviço não é fácil, mas precisamos desesperadamente desse esforço. Não vamos conseguir ter bons serviços enquanto convivermos com o subemprego. Eu particularmente não aguento mais ser mal atendido.

@Gus_Bittencourt

Want to innovate? So go for it!

:: English version below ::

Por Denise Horita:

Recentemente assisti Para Roma, com Amor. Um filme leve e divertido do Woody Allen. No papel de Jerry, um produtor da indústria fonográfica aposentado, se surpreende com a voz de Giancarlo, um comum agente funerário que canta ópera maravilhosamente sempre que está tomando banho. Após ouví-lo, Jerry o convida a participar de um teste de audição em uma casa de ópera, aonde se sai muito mal e volta todo envergonhado para casa. Sem entender o porquê do seu fraco desempenho, Jerry pergunta a Giancarlo o que foi que aconteceu; Giancarlo diz que sempre teve vergonha de se expor em público e que só canta bem quando está embaixo do chuveiro, onde sabe que somente a sua esposa e filho podem ouví-lo. Por causa disso, deixa de fazer o que gosta que é cantar e contenta-se em ser um agente funerário.

Essa cena me fez pensar. Quem aqui nunca cantou sozinho no chuveiro, no carro ou em qualquer outro lugar? Eu já. Aliás, canto no carro quase todos os dias a caminho do trabalho, com os vidros bem fechados. Por que é que eu não faço isso no metrô ou enquanto ando pelas ruas? Talvez por vergonha, por saber que não canto muito bem.

Comparando isso à inovação, ao ato de inovar, vejo muitas pessoas dando tímidos passos na direção de algo que acreditam, mas que muitas vezes acabam recuando por não passarem pela aprovação de alguns. Deixam de lado os seus sonhos por causa de uma ou duas pessoas.

É impressionante como completos desconhecidos podem influenciar algumas ou muitas das atitudes de qualquer um.

E acredito que o grande vilão da história seja o medo. O medo de expor uma ideia e de ser rejeitado pela família, amigos, colegas de trabalho ou mesmo pela empresa onde trabalha. Este é um dos piores medos, pois pessoas extremamente criativas acabam se acomodando e morrendo com ideias que, se exploradas, poderiam contribuir com um mundo melhor e fazê-las mais felizes. Quando vejo isso, fico incomodada pois sei que o ser humano não nasceu para se sentir preso, com medo. Isso não é de sua natureza. Assim como o leão nasceu para ser um caçador, o ser humano nasceu para usar toda a sua criatividade, para fazer aquilo que acredita e para ser feliz.

Nunca desista dos seus sonhos

Além do medo da rejeição, há o medo do incerto. Quando se é criança, os pais e professores indicam o caminho e ensinam o que é certo e o que é errado. O problema é que, quando se é adulto, nem sempre há alguém para indicar o melhor caminho. E as chances de acertar são de apenas 50%. É por isso que, ao invés de seguirem a intuição ou aquilo que acreditam, muitas pessoas só fazem o quê tal especialista falou, mesmo que as chances de acerto sejam as mesmas. Já parou para pensar em quantas previsões do tempo furaram? Ou quantas opiniões de especialistas do mercado financeiro americano foram por água abaixo?

O que as pessoas precisam fazer é acreditar mais nelas mesmas e aceitar que mudar é bom. Assim como arriscar, errar, aprender com o erro, melhorar, errar de novo e, o mais importante: que todos têm os seus medos, todos erram e que isso faz parte da vida. E é por isso que ela é tão emocionante. Se não fossem os 50%, não teríamos motivação para viver.

E é por acreditar no potencial das pessoas que eu tenho tanto prazer em fazer o que faço. Trabalho ajudando pessoas a utilizarem todo o seu potencial para pensarem fora da caixa e de forma que estejam sempre criando algo interessante e sustentável, sem jamais deixar de lado seus princípios e valores.

Uma das partes mais gostosas do meu dia é quando realizamos entrevistas de profundidade com os usuários dos serviços ou então sessões de cocriação com grupos diversificados, onde criamos uma atmosfera leve e colocamos todos para trabalharem juntos. Algumas das regras dessas sessões: ouvir, pensar em ideias malucas, incentivar a criatividade dos colegas e cocriar em cima de suas ideias. Neste momento, crachás e cargos ficam de lado. Assim, numa mesma mesa de trabalho podem estar o presidente da empresa, o estagiário, o cliente insatisfeito e a vendedora. No começo, ficam um pouco receosos quanto à opinião dos outros, mas rapidamente deixam seus medos e preconceitos de lado e colocam a mão na massa. No final das atividades, o resultado é sempre mágico: ideias interessantíssimas que melhoram realmente o serviço e pessoas felizes por terem contribuído com essas suas ideias “malucas” e que poderiam ser consideradas ridículas em outros ambientes. É extremamente gratificante quando ouvimos: “Poxa, eu não achava que era criativo. E nem que as minhas ideias serviriam para alguma coisa. Foi legal falar delas mesmo sem acreditar no começo e ver que elas vão ajudar outras pessoas.”.

É, o ser humano realmente nasceu para criar e colaborar com algo, e se sente bem e valorizado sempre que faz isso. Por isso, a dica que fica é: acredite no seu potencial e no das pessoas ao seu redor e saiba como extraí-lo para obter os melhores resultados. Assim como fez o Cirque du Soleil, que acreditou nos saltadores de camas elásticas de quintal ao redor do mundo e deu a eles uma chance. Hoje, é simplesmente o circo mais famoso do mundo, presente em mais de 40 países, feito de artistas brilhantes que só queriam uma chance de mostrar o seu melhor, mesmo que ninguém saiba os seus nomes.

Até a próxima!

Denise

@denisehorita

 

 

Want to innovate? So go for it!

By Denise Horita:

Recently I watched “To Rome with Love”. A light  and fun movie of Woody Allen. In the role, Jerry is a retired phonograph industry producer, who is surprised by the Giancarlo’s voice, a common funeral director who sings beautifully whenever he is taking bath. After listening to him, Jerry invites him to attend an audition in his opera house, where Giancarlo performed poorly and returns home all ashamed. Without understanding why of his poor performance, Jerry asks Giancarlo what has happened. Giancarlo says he was always shy of exposing himself in public and only sings well when he is in the shower, where he knows only his wife and son can hear him. Because of this he doesn’t do what he likes, which is singing, and settled being a funeral director.

This scene made me think. Who here never sang alone in the shower, in the car or anywhere else? I did. In fact, I sing in the car almost every day on the way to work, with the windows tightly shut. Why don’t I do it in the subway or while I’m walking in the streets? Perhaps out of shame, knowing that I don’t sing very well.

Comparing this to innovation, to the act of innovating, I see many people taking timid steps toward something they believe, but they often end up retreating for not passing through the approval of a few. They put aside their dreams because of one or two people’s opinion.

It’s amazing how complete strangers can influence some or many of the attitudes of anyone.

And I believe the true villain of the story is the fear. The fear to expose an idea and being rejected by family, friends, work colleagues or even by the company where one works. This one is one of the worst fears because extremely creative people end up settling and dying  with ideas that, if exploited, could contribute to a better world and could make them happier. When I see that I got annoyed because I know the human being wasn’t born to feel trapped, afraid. That’s not his nature. As the lion was born to be a hunter, the human being was born to use all his creativity to do what he believes and to make him happy.

Never give up your dreams

Besides the fear of rejection, there is the fear of uncertainty. When we’re kids, parents and teachers show the path and teach what is right and what is wrong. The problem is, when we become adults, sometimes there isn’t always someone showing the best path. And the chances of hitting is just 50%. That’s why, instead of following intuition or what they believe, many people just do what some specialist said, even though the chances of success are the same. Have you ever stopped to think how many weather forecasts were inaccurate? Or how many opinions of US financial market specialists were dashed?

What people need to do is to believe more in themselves and accept that change is good. As well as take risk, make mistakes, learn from mistakes, improve, make mistakes again, and the most important: we all have our fears, we all make mistakes and it’s part of life. And that’s why life is so exciting. If it was not for the 50% we wouldn’t have motivation to live.

And because I believe in potential of people that I have so much pleasure in doing what I do. I work helping people to use their full potential to think outside the box and in a way they are always creating something interesting and sustainable, never putting aside their principles and values.

One of my favorite parts of the day is when we conduct in-depth interviews with services users or co-creation sessions with diversified groups, where we create an relaxing atmosphere and put everyone to work together. Some rules of these sessions are: listen, think in crazy ideas, encourage creativity of colleagues and co-create upon their ideas. At this moment name badges and positions stand aside. Thus at the same work desk may be the CEO, the intern, the unsatisfied customer and the salesperson. In the beginning they are a bit wary about the opinions of others but quickly leave their fears and prejudices aside and get their hands dirty. At the end of the activities the outcome is always magical: extremely interesting ideas that really improve the services, and happy people to have contributed with their crazy ideas that could be considered ridiculous in other environments. It’s extremely rewarding when we hear: “Gee, I never thought I was creative. And nor that my ideas would serve for something. It was cool to talk about them even without believing in the beginning and see that they will help others.”

Yes, the human being is born to create and collaborate with something, and he feels good and valued whenever he does it. So the advise is: believe in your potential and in the potential of the people around you. And know how to extract the full potential of each of them to get the best results. Just as Cirque du Soleil did, who believed in backyard trampoline jumpers around the world and gave them a chance. Today, it is simply the most famous circus in the world, present in more than 40 countries, composed by brilliant artists who just wanted a chance to show their best, even if nobody knows their names.

Until the next time!

Denise

@denisehorita

por Marcos Paulo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como tornar o mundo melhor?

Essa é a pergunta de ouro não é mesmo? Vou deixar essa pergunta no ar para contar uma experiência recente que tive.

Caso já tenha lido o DTBR Book, provavelmente notou que no final do livro existe uma lista de cursos interessantes. Um deles é o Design Thinking da ESPM, ministrado pelo Luis Alt e o Tenny Pinheiro e do qual eu participo ajudando os alunos em seus projetos.

No primeiro dia de aula são feitas as apresentações e é comum perguntarmos quais são as expectativas dos alunos. Ouvimos coisas como ter novas perspectivas, ajudar no trabalho atual e por ai vai. São objetivos que sempre procuramos atingir, mas o que realmente é sensacional (e que provavelmente alguns não estejam esperando) são as transformações pessoais que ocorrem durante o curso. E na última turma isso ocorreu de maneira muito expressiva.

Além de aprender sobre o Design Thinking, cada grupo de alunos recebeu a missão de projetar um serviço para um problema complexo. E cada etapa do processo foi visível em alguns deles sensações como brilhos nos olhos ao mergulharem e entenderem o problema, as dúvidas sobre o que fazer nos próximos passos, a inquietude para gerar ideias etc.

Mas o grande desafio foi na hora de gerar ideias. Cada grupo tinha um apanhado de ótimas ideias, mas por algum motivo ainda não estavam plenamente satisfeitos ou  com certeza se estavam no caminho certo.

Foi nesse momento que a grande transformação aconteceu. Entenderam que o que torna uma ideia realmente relevante é quando ela toca de forma significativa a vida das pessoas.

Ao final do curso fomos privilegiados por assistir as apresentações de 8 projetos fantásticos que combatiam problemas complexos de forma crível e sustentável para o negócio.

Se com pouco tempo, dividindo as atenções com questões pessoais e profissionais, essas pessoas conseguiram desenvolver ótimos trabalho, imaginem trabalhando totalmente dedicados?

E aquela primeira pergunta?

Como tornar o mundo melhor?

Ajudando pessoas a ajudar pessoas.

@marcoz_paulo

por Fabio Amado:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda da série “Família em Nova York”, gostaria de compartilhar com vocês mais algumas experiências relevantes dessa viagem. Além de observar a arquitetura local, experimentar comidas diferentes, ver como as pessoas se comportam, comparar situações com o nosso país de origem, eu inevitavelmente reparo em todas as experiências oferecidas, nas inovadoras, e consequentemente, nas eficazes.

Meu olhar clínico se dirige para aquilo que é minha vivência. Sou Service Designer e Designer Gráfico de formação, e duas coisas que sempre me chamam atenção em uma viajem são as identidades visuais (fachadas, logos, materiais impressos, etc.) e os serviços prestados em diferentes estabelecimentos (lojas, restaurantes, hotéis, passeios turísticos, etc.).

Uma das coisas mais legais dessa minha última viagem, (lembrando que o destino era Nova York), foram as mais variadas interações com os serviços de lá. Neste post eu trouxe duas ótimas experiências de compra que exemplificam bem o título dado.

Muitas pessoas sempre falam que comprar qualquer coisa na Apple é interessante, e comigo não foi diferente. Lá eu fiz dois tipos de compra, o primeiro foi uma forma mais “normal”, onde eu escolhi sozinho o produto e me dirigi ao caixa para efetuar o pagamento.

A segunda experiência foi mais fantástica e excelente. Sabem como é, quem já foi para os Estados Unidos sabe como funciona os mil amigos que aparecem pedindo alguma encomenda. Quem ainda não foi, se prepare para a listinha e os e-mails de última hora.

Precisava levar um iPad para um conhecido, fui consultar os produtos no setor destinado a eles. Como todos devem conhecer um PDV de iPads, lá estava eu de frente para uma mesa cheinha de opções e, me divertindo demais. Ao mexer em um dos iPads, já escolhi o modelo que queria pela loja virtual que fica disponível no tablet, e no cantinho da minha tela vi que tinha um botão que solicitava a ajuda de um vendedor, apertei o botão para chama-lo, e apareceu um cronômetro decrescendo. Lá tinha 1 minuto e meio. Ao zerar o tempo, o bendito vendedor apareceu. No momento, me deu a impressão de que ele estava escondido a minha espreita, só esperando dar o tempo exato para me surpreender.

O vendedor era extremamente empático, com um perfil bem remetente à Apple. Jovem, simpático e extremamente solícito. Expliquei pra ele o que eu queria, tirei mais algumas dúvidas, e solicitei o produto. Um novo cronômetro foi ativado enquanto o vendedor foi buscar o produto no estoque. Quando o cronômetro zerou, nem preciso dizer que ele estava lá. Conferi o produto, e ele perguntou a forma de pagamento. Como era encomenda, óbvio que foi no cartão de crédito. Na hora ele sacou um iPhone, com uma tecnologia própria, adaptando o telefone com algum leitor de cartões. Passou meu cartão, eu assinei com o dedo no iPhone mesmo, e ele ainda me perguntou se eu queria a notinha por e-mail ou impressa.

Por pura curiosidade, quis as 2 opções; só pra saber da onde é que ele iria tirar a impressão. E surpreendentemente, ele colocou a mão embaixo da mesa, e de lá tirou a nota. Muitas impressoras estão maquiadas pela loja inteira. Fiquei maravilhado.

Ultimamente a Apple tem sido referência clichê, eu não queria falar sobre eles, porque todo mundo fala por qualquer coisa. Mas é inevitável. Eles buscam a perfeição em tudo o que eles fazem. Desde o design, a tecnologia, no iTunes, na App Store, enfim… até abrir a embalagem de um produto Apple é um evento. Eles são excelência praticamente em tudo o que oferecem. E esse tipo de experiência que a Apple proporciona faz com que as pessoas, como eu, se interessem e sejam fiéis a marca.

Um outro exemplo que pude conferir é a loja B&H, a Disneylândia dos equipamentos eletrônicos e fotográficos. Quem já foi lá sabe que a loja é gigantesca e tem um processo super interessante quando você escolhe um produto.

Fui lá atrás de mais uma encomenda J, me dirigi até o balcão especializado em fotografia e pedi pela câmera que estava procurando. O vendedor perguntou todos os itens que eu gostaria de adicionar a compra e solicitou o produto. “Senhor a câmera chegará em 2 minutos”, daí ele apontou para debaixo do balcão. Eu olhei e vi uma esteira, aliás no teto da loja inteira tinham esteiras transportando algumas caixas, e dentro de cada caixa os produtos que algumas pessoas haviam solicitado ou até mesmo comprado.

Passado os dois minutos exatos, meu produto chegou na esteira em baixo do balcão, ele me pediu para conferir e após o meu ok a compra foi finalizada. Ele imprimiu um código de barras e pediu para eu pagar e retirar o produto no caixa. Caso eu tivesse interesse em comprar mais alguma coisa, era só utilizar o código de barras para inserir mais produtos.

Após pagar o produto e retira-lo, saí da loja surpreso com a vivência que tive lá dentro.

Sendo Service Designer, é muito bom se colocar na situação de usuário. Melhor ainda quando desfrutamos algo legal fora da realidade brasileira. O repertório adquirido sempre é válido para muitas situações; na minha mente, já tenho cenários paralelos de boas experiências de compra, por ser cliente e obviamente por estar do outro lado, também tenho uma avaliação detalhada do impacto que o serviço oferecido por essas 2 lojas causa nos consumidores; Além de passear e curtir momentos fora da rotina, as férias me oferecem ótimos insumos e referências excelentes para os próximos projetos.

@fabioamado

por Gustavo Bittencourt:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá!

Temos falado cada vez mais em educação. Escolas, universidades e institutos criam cursos de diversos temas, profissionais e estudantes procuram reciclar conceitos e se preparam para um mercado que é cada vez mais competitivo. Diversas iniciativas interessantes têm sido feitas para fomentar esse cenário.

Aprender nas salas de aula é indispensável e a figura do mestre é única, mas as pessoas mais brilhantes conseguem extrapolar isso, aprendem com as coisas que experimentam. Essa perspectiva não é nenhuma novidade, mas conseguir aprender dessa forma é um grande exercício.

Um dos motivos dessa dificuldade é que não prestamos atenção em tudo que experimentamos, ainda bem que não na verdade. Somos expostos a diversos estímulos diariamente e passamos pela maior parte deles sem prestar muita atenção, em uma espécie de “stand by mode”. É impossível mudar essa comportamento do cérebro, mas passar a prestar mais atenção nas coisas que acontecem ao redor e fazer conexões dessas coisas com os nossos interesses é uma ótima oportunidade.

Um bom exemplo de como dá para aumentar essa percepção tem acontecido comigo. Estou lendo um livro muito interessante que fala sobre leitura corporal e que foi escrito por um ex funcionário da CIA (What Every Body is Saying – Joe Navarro). Quando nos comunicamos com alguém, a menor parte da mensagem vem das palavras, o livro fala exatamente disso. Micro expressões faciais, gestos, comportamentos pacificadores e diversos detalhes do nosso corpo passam a maior parte do conteúdo. Exercitar o conhecimento que esse livro passa aumentou imensamente a minha percepção das situações e coisas que antes passavam despercebidas, conhecimento é capacidade de diferenciar.

Mas o que para mim é o maior impeditivo de um aprendizado mais fluido é o preconceito. Poucas coisas são consideradas “dignas de aprendizado”. Se você quiser aprender alguma coisa com um filme, deve assistir a algum de origem francesa ou israelense, afinal o que tem de importante e relevante em um blockbuster americano? Quer ver um programa na televisão que realmente te acrescente alguma coisa, o lugar certo é a tv a cabo, especialmente em canais como History ou Discovery Chanel, e por aí vai.

Eu acredito muito que pessoas que não tem esse preconceito conseguem aprender mais, pense no comportamento psicológico das pessoas que participam de reality shows, da forma com que os filmes que se destinam a falar com as multidões constroem seu storytelling e seus efeitos rebuscados, da para tirar muita coisa interessante de quase tudo, claro que cada um com seus interesses específicos.

Uma forma de validar esse raciocínio é pensar no comportamento de algumas pessoas, Steve Jobs (sempre ele) antes de ser o fundador da Apple, NeXT e Pixar morava com um homossexual, em uma época de preconceito gigantesco, coincidência? Não! Capacidade que ele demonstrava desde cedo de pegar o pensamento comum e raciocinar em cima dele e gerar um novo pontos de vista. O exemplo parece muito distantes, mas a raiz está no mesmo lugar.

O caminho para trabalhar com o que ama ou para ganhar dinheiro é único, aprender muito e sempre. E como não podemos estar em uma sala de aula ou ‘estudando’ todo o tempo,  um bom caminho é prestar mais atenção nas coisas cotidianas e, principalmente ser menos preconceituoso.

Obrigado!

@gus_bittencourt

por Clarissa Lütke:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como prometido no post passado, hoje falarei um pouco sobre brainstorming.

Você já ouviu falar em brainstorming? Bom, se você for da área do design, publicidade… Com certeza sim. Mas se você não sabe o que é, brainstoming, em sua simples definição é “tempestade cerebral”, ou melhor, uma “tempestade de ideias” onde um grupo de pessoas reunidas põe “pra fora” toda e qualquer ideia relacionada a solução do problema a ser resolvido.

Existem algumas “regrinhas” básicas para um brainstorming ser bem sucedido, elas ajudam, e muito, a enriquecer o processo.

A primeira regra é não fazer julgamentos. Não julgar, classificar ou reter qualquer ideia até o fim da sessão é essencial. Sugerir que esta ideia tem efeitos negativos também não funciona, assim como discuti-las.  As ideias devem ser apresentadas como soluções do problema ou apenas como base para desencadear soluções. Mesmo as ideias que aparentemente são “bobas” podem desencadear soluções incríveis. Anote todas as ideias e lembre que neste momento não existem más ideias.  A avaliação das ideias ocupa uma parte valiosa do cérebro que deve ser dedicado à criação. Maximize a sua sessão de brainstorming focando apenas em gerar ideias.

Outro dica é incentivar ideias malucas e exageradas. Abuse de ideias bizarras e até mesmo as que são aparentemente inviáveis, para ver o que desencadeia. Os resultados podem ser impressionantes. Claro, mantenha o foco no tema, mas devaneie nele.  E você não precisa apensas escreve-las, pode desenha-las também. Tornar visual a ideia é muito útil.

O que mais conta em um brainstorming é quantidade, e não qualidade. Deve-se abrir a cabeça ao máximo e deixar para filtrar as ideias depois da sessão. Tente manter cada ideia curta, não descrevendo-a em detalhes – apenas o bastante para capturar sua essência – mas mantenha uma conversa por vez, afinal é uma tempestade e não uma confusão.

E usufrua da co-criação. Construa e expanda as ideias dos outros. Experimente e adicione pensamentos extras para cada ideia. Use as ideias de outras pessoas como inspiração. Combine várias das ideias sugeridas para explorar novas possibilidades.

Ou seja, quando for fazer uma sessão de brainstorming, relaxe, foque e fale tudo o que vier na sua mente. Deixe para se preocupar se sua ideia foi genial ou não só depois que tudo acabar.

 

@clarissalutke

A distância quilométrica entre a empresa e seus funcionários

The huge gap between the company and its employees

:: English version below ::

por Denise Horita:

Undercover Boss é um reality show que mostra o dia a dia de altos executivos durante uma semana, disfarçados dentro de suas próprias empresas nos mais diversos cargos. Nesta experiência, fazem de tudo: limpam o chão, dirigem tratores e descobrem como a empresa realmente funciona e o que os funcionários pensam sobre ela.

Se todos os episódios são tão parecidos, por que será que foi indicado ao Prêmio Emmy de séries de televisão por dois anos seguidos e já atingiu um público de mais de 17 milhões de pessoas? O que será que desperta tanto a curiosidade e interesse das pessoas?

Vamos tentar entender a partir de um dos episódios.

Este mostra a trajetória de Steve Joyce, presidente da Choice Hotels International, rede de hotéis composta por mais de 6.100 hotéis nos Estados Unidos e em outros 30 países.

Steve, usando o nome “Jack”, se passou por um trainee competindo por uma vaga. Ele fez de tudo: limpou quartos e privadas, consertou portas e atenteu a chamadas de hóspedes, sempre acompanhado de um dos funcionários que haviam sido designados a ensiná-lo sem conhecerem a sua real identidade. Estes funcionários falaram o que pensam da empresa e, muitos deles, acabaram tornando-se colegas pois compartilham parte de suas vidas, falando sobre suas famílias, suas dificuldades e seus sonhos.

Após uma semana, Steve  voltou ao seu escritório, dividiu a experiência com a diretoria, expôs os pontos fracos da empresa, solicitou melhorias e ainda puxou a orelha de um dos diretores.

Em seguida, chamou os seus novos colegas com quem havia passado a última semana para uma conversa particular e revelou a sua verdadeira identidade. A surpresa foi geral. Muitos ainda o chamavam de Jack e demoraram a acreditar que haviam ensinado o presidente da empresa aonde trabalham a limpar privadas. Steve fez questão de falar o quão importante é o que fazem e de elogiá-los por serem tão batalhadores e bons profissionais. Neste momento, Brendla, uma de suas funcionárias que havia sido expulsa de casa aos 16 anos após engravidar, se emocionou: “Eu não consigo nem descrever o que estou sentindo. Depois de tudo o que passei na minha vida, ter alguém que diga o quão boa eu sou…é maravilhoso”.

Depois, em um evento com os funcionários da Choice, revelou a todos que passou a última semana disfarçado. Mais rostos surpresos. Um de seus discursos foi: “Eu descobri nesta semana que não trabalho nem perto do que essas pessoas aqui trabalham…o que me surpreendeu foi a qualidade das pessoas que temos em nossos hotéis. E quando eu penso nisso, nós todos somos parte da Família Choice…não agimos sempre como se fôssemos, mas devíamos”. Neste momento, aplausos e rostos de felicidade tomaram o lugar.

Este foi o episódio da Choice Hotels. Mas afinal, o que faz deste reality show algo tão especial?

O que o Undercover Boss nos mostra é o lado humano das pessoas. Empresários são vistos como pessoas com coração, funcionários são vistos como pessoas e não somente como números. Todo mundo, sem exceção, gosta de ser reconhecido de alguma forma. Blenda, por exemplo, passou por muitas dificuldades e, mesmo assim, dá o seu melhor todos os dias, sempre com um enorme sorriso no rosto. Para ela, o simples elogio que recebeu representou o reconhecimento que jamais teve em toda a sua vida. Imagine só o poder destas palavras; na maneira como passará a interagir com seus clientes, colegas de trabalho e mesmo com a sociedade.

Para muitos empresários, a única forma de se reconectarem com os seus funcionários é através deste programa. Principalmente nas grandes empresas, aonde a distância entre os cargos “mais baixos” e a diretoria é mais frequente.

Se pensarmos nas empresas que querem melhorar os seu serviços, devemos considerar que a maneira mais eficiente delas fazerem isto é conhecendo a fundo todas as experiências que seus clientes têm com ela. E os funcionários cumprem um papel importantíssimo nisso tudo, já que são o principal ponto de interação. Por isso, não basta ela investir milhões em comerciais maravilhosos se não parar para ouví-los e entendê-los.

Em uma empresa de telefonia, por exemplo, conseguimos imaginar o diretor executivo fazendo reuniões frequentes de melhoria contínua com a sua equipe, pesquisas de clima organizacional e investindo em centros de treinamento caríssimos para seus funcionários. No entanto, o número de reclamações no setor não pára de crescer. E é difícil de imaginar este mesmo diretor experimentando atender a reclamações em um dos terminais de call center ou parando para ouvir o que a equipe de atendentes têm a dizer.

Portanto, se as empresas quiserem realmente melhorar seus serviços, devem primeiro refletir o quão próximos estão de seus funcionários (de verdade. Não vale pesquisa de clima organizacional enviada por e-mail pelo RH), ouví-los e, somente a partir daí, dar os próximos passos.

Até a próxima!

Denise

@denisehorita

 

Undercover Boss

The huge gap between the company and its employees

by Denise Horita:

Undercover Boss is a reality show that shows the day-to-day operations in which actual high-ranking executives go undercover inside their own companies for a week in various positions.  In this experience, they do everything: cleaning floors, driving tractors, thus figuring out how their companies really work and what their employees think about it.

If all episodes are so similar, why was Undercover Boss nominated for an Emmy Award for Best TV Series for two consecutive years, and reached an audience of more than 17 million people? What does this show arouse so much curiosity and interest in viewers?

Let’s try to understand from one of the episodes.

This one shows the path of Steve Joyce, CEO of Choice Hotels International, a hotel chain composed by more than 6,100 hotels in the United States and other 30 countries.

Steve, using the name “Jack”, worked as trainee competing for a job. He did everything: cleaned rooms and toilets, fixed doors and answered calls from guests, always accompanied by one of the employees who had been assigned to teach him without knowing his real identity. These employees spoke what they think about company, and many of them eventually became colleagues as they share part of their lives, talking about their families, their problems and their dreams.

After a week Steve came back to his office and shared the experience with the Choice Hotel Board of Directors.  He exposed the weak points of the company, requested improvements and also gave a good talking-to one of  the directors.

Then he called his new colleagues with whom he had spent the last week for a private conversation and revealed his true identity.  It was a complete surprise.  Many of them still called him Jack and took some time to believe that they had taught the CEO of the company where they work to clean toilets. Steve was keen to tell how important what they do and compliment them for being so hard-working and good professionals.  At this moment, Brandalyn, one of their employees who had been kicked out of home at age 16 after becoming pregnant, was thrilled: “I cannot even describe the feeling that I have. After all I have been through in my life, to have somebody telling me how great I am it’s … I mean … It’s great”.

Then, in an event with Choice’s employees, he revealed to all that he spent the last week undercover.  Yes, there were more astonished faces. One of his speeches was: “I discovered this week that I don’t work nearly as hard as these folks sitting here … What I got surprised by is the quality of the people we’ve got in our hotels. And when I think about it, we’re all part of the Choice’s Family at this point. We don’t always act like it but we should.” At this moment, applauses and happy faces took place.

This was the episode of Choice Hotels. But after all, what makes this reality show so special?

What Undercover Boss shows us is the human side of the people. Entrepreneurs are seen as people with hearts. Employees are seen as people and not just numbers. Everybody without exception likes to be recognized in some way. Brandalyn, for example, went through many difficulties and yet, gives her best every day, always with a huge smile on her face. For her the simple praise she received meant the recognition she had never had in her entire life.  Imagine the power of these words; the way she will interact with customers, coworkers and even with society.

For many entrepreneurs the only way to reconnect to their employees is through this TV show. Especially in big companies, where the distance between low rank jobs and directing board is more frequent.

If we think of companies who want to improve their services, we must consider that the most efficient way of them doing this is knowing deep all the experiences their customers have with them. And the employees play a very important role in all this, since they are the main point of interaction.  Hence, it’s not enough to invest millions in amazing commercials if the company doesn’t stop to listen to them and understand them.

For example, in a telephone company we can imagine the CEO doing frequent staff meetings discussing quality control and improvement, collecting organizational climate survey and investing in expensive training centers to his employees. However the quantity of complaints in the sector doesn’t cease to increase. And it’s hard to imagine the same CEO trying to answer complaints in one of the terminals of a Call Center or stopping to listen to what his staff of attendants has to say.

Therefore if the companies really want to improve their services, they must indeed first reflect about how close they are to their employees, listen to them and only from there take the next steps.

Until the next time!

Denise

@denisehorita

por Marcos Paulo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao contrário de muitos brasileiros, meu esporte favorito não é o futebol. É o esporte a motor que me apaixona, sendo a Fórmula 1 a categoria que mais me fascina.

Como em qualquer outro esporte, temos aqueles caras especiais que fazem a diferença e sempre serão lembrados por suas vitórias, como o herói Ayrton Senna ou o sagaz Nelson Piquet (meu preferido). Mas a F1 é um esporte em equipe, e muitas vezes isso não é lembrado. Existe um exército de engenheiros, projetistas, designers e mecânicos que trabalham duro para conceber o melhor carro para seus pilotos.

E uma das etapas mais importantes na concepção de um F1 é a prototipagem. É isso mesmo. As equipes investem grande parte de seus recursos de tempo, inteligência e dinheiro testando e melhorando itens mecânicos, aerodinâmicos e até mesmo combustíveis e lubrificantes.

Alguns projetistas, como o genial Adrian Newey, iniciam seu projeto ainda no papel. Ali mesmo já avaliam se determinadas ideias estão dentro do regulamento e se poderão receber novas partes mecânicas, por exemplo.

Então é feito um modelo virtual realístico, que permitirá avaliar com mais precisão as soluções desenvolvidas para o bólido. Como ainda está no virtual, é possível fazer mudanças estruturais sem demandar grandes investimentos.

Ainda no meio digital, são realizados testes aerodinâmicos com a ajuda de um software chamado CFD (Computational Fluid Dynamics).  Este recurso é usado para diminuir custos, afinal, usar um túnel de vendo é muito dispendioso.

Depois disso, é criado um mock-up em escala reduzida que será levado ao túnel de vento para as avaliações finais. Os resultados obtidos nesses testes aerodinâmicos são muito similares ao que terão nas pistas.

Só então são construídos os modelos finais que estarão nas pistas para: MAIS TESTES!

No início deste mês, as equipes foram até Mugello na Itália para realizar os ensaios finais em seus carros antes do início da fase europeia do campeonato. Muitas peças embarcadas no carro ainda estavam em caráter de “protótipo piloto”.

Ufa, quanta coisa não é?

Se na F1 onde existe um cenário tão competitivo, onde criar elementos que permitam aos pilotos ganharem alguns milésimos de segundos, são feitos tantos testes, por que no nosso dia a dia os protótipos são muitas vezes deixados de lado?

Prototipar permite que você erre e corrija cedo, abrindo a possibilidade de fazer alterações antes de ter realizado grandes investimentos. Modelos são ótimos para comunicar ideias e receber feedbacks. Além disso ajuda a criar novos conceitos e validar soluções.

Você pode, por exemplo, fazer um protótipo de interação de usuários com um aplicativo utilizando simples cards de papel e desenhos feitos com sua lapiseira favorita. Você visualizará novas possibilidades e ira provocar reações que garantirão uma grande quantidade de insights.

Use como inspiração o “Circo da Fórmula 1” e prototipe mais.

Seja mais piloto de testes.

@marcoz_paulo

por Fabio Amado:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ahhh férias! Tirei as minhas na semana passada. Parar de pensar no trabalho? Jamais! Rsrs. Não que eu seja um “workaholic”, mas desde que conheci a abordagem do Design Thinking comecei a aplicar inevitavelmente em todas as situações da minha vida.

Nessa segunda eu e o Gustavo Bittencourt apresentamos o tema em um bate papo para umas 60 pessoas na Escola São Paulo, e muitos dos participantes pediram vários tipos de exemplo da aplicação da abordagem. Ao buscar na minha mente um caso recente, lembrei do planejamento da minha viajem de férias.

Situação peculiar: minha família é enorme e muito unida! Marcamos de ir em 8 de nós, juntos para Nova York! Como resolver o roteiro de 8 pessoas de estilos totalmente diferentes indo compartilhar 1 semana na cidade mais cosmopolita do mundo?

Design Thinking!

Pensei em aplicar um workshop com usuários, que fizesse com que todos co-criassem um só roteiro de viagem que fosse desejável, financeiramente viável e tecnicamente possível para todos. De início pedi que todos com interesses particulares já fizessem uma desk research e pesquisassem lugares que gostariam de visitar. Com a ajuda de um guia turístico e muitas dicas de amigos e blogs, selecionamos o que um bom turistão não poderia deixar de conhecer.

Anotamos cada item – passeios, lojas, restaurantes, eventos, museus e etc. – em post its de cores diferentes, cada assunto tinha uma cor específica. Colamos na parede e depois com o mapa de Nova York impresso em um board com mais de 1 metro quadrado, fomos reposicionando os post its nos endereços de cada atração. Depois de todos os endereços localizados conseguimos dividir os “afazeres” por dia e já traçar o caminho a percorrer no mapa, mantendo sempre a categoria – lojas – para o fim de cada dia.

Mantivemos separados os post-its de lugares ou coisas que nem todos gostariam de fazer, para que cada micro-grupo ou até mesmo uma pessoa sozinha pudesse montar seu próprio roteiro na sexta e no sábado, dias classificados como “dia-livre”.

Após 3 horas de sessão, conseguimos chegar em todos os passeios que fossem relevantes para cada um de nós, e com isso evitar aquelas dores de cabeça que sempre temos quando viajamos em grupo. O workshop também foi bom para dividirmos todas as tarefas pré-viagem e principalmente para alinharmos as expectativas de conhecer uma nova cidade. Ao chegar na cidade 90% do nosso planejamento deu certo. Ao ver como ela realmente é, não pude deixar de sentir falta de uma prototipagem, mas como prototipar algo tão peculiar? Vou considerar essa minha primeira ida como experimentação, porque pude concluir que Nova York é uma cidade para ser descoberta a cada passeio, e que é preciso reservar mais tempo para essas experiências, mas o bom é que isso estimula o retorno.

Concluindo, acredito que esse tipo de abordagem poderia ser facilmente utilizada por uma agência de turismo junto ao seus clientes, alinhando a experiência e o know-how da operadora com a expectativa dos viajantes, dando a oportunidade para cada um dos turistas personalizar de forma colaborativa os seus roteiros. Temos sempre que lembrar que o foco de qualquer serviço é a relevância que ele traz no dia a dia das pessoas que o utilizam. Afinal todos são seres humanos em buscas de experiências e histórias para contar.

@fabioamado

 

por Gustavo Bittencourt:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá!

Desde que comecei a me interessar e a estudar Design de Serviços e Design Thinking eu me deparo com questões semelhantes, vindas de pessoas de diversas áreas, especialmente designers. Não seria uma moda? Algo que veio mas que amanhã vai ser substituído por um termo novo ou por alguma coisa mais legal? Isso é relevante? Bruce Nussbaum, que escreve para revistas e blogs importantes, aproveitou para tentar surfar essa onda em artigos que falam sobre a morte do Design Thinking.

É fato que o tema tem atraído muita atenção nos últimos anos e que por isso pode ser visto como um modismo, mas é muito mais. Olhar para o passado pode elucidar essa questão.

O Design como disciplina surgiu com a Bauhaus a partir de uma demanda da Revolução Industrial. No passado, tudo era feito por artesãos, em escala reduzida e com bastante relevância, já que cada item levava em consideração as necessidades específicas de quem iria utilizá-lo. A Revolução trouxe o ganho de eficiência e a possibilidade de se produzir em grandes escalas. Mas o que estava sendo produzido não era mais tão relevante. O designer surge então como a fusão do Artesão com o Engenheiro, e seu papel é dar mais significado as coisas produzidas pelas máquinas.

Mas o que aconteceu depois disso? Com o passar do tempo o designer foi perdendo relevância e sendo jogado para o final do desenvolvimento, virou a pessoa que deixa as coisas bonitas, o criador da “casquinha”. Tínhamos poucas informações sobre o que estávamos consumindo, o marketing de mensagens dizia o que o produto deveria ser e os CEO’s ocupavam seu tempo tomando decisões de dentro para fora e eram considerados pop stars por isso.

Mas esse mundo mudou, e já mudou tem bastante tempo. E aquele cara que fazia “casquinhas” passou a sentar com a alta gestão das empresas, pensar em estratégias de negócio, ajudando a criar soluções mais relevantes para as pessoas, isso é Design Thinking (quer aprender? pergunte-me como:) . É a volta da busca pela relevância, é a segunda Bauhaus. A abordagem do design extrapolou a disciplina tradicional e encontrou profissionais das mais variadas formações, engenheiros, médicos, administradores e por aí vai. É muito difícil portanto encarar tudo isso como um mero modismo.

O mais importante é tomar cuidado com quem se aproveita disso para alcançar fama, e fala sobre o tema com a profundidade de um pires, causando mais confusão do que benefício.

Obrigado!

@gus_bittencourt